ENTREVISTA COM NOSSO ADMINISTRADOR, PE. GEORGE LOURENÇO DOS SANTOS - MSF - Bem Vindo !

ENTREVISTA COM NOSSO ADMINISTRADOR, PE. GEORGE LOURENÇO DOS SANTOS - MSF

BLOG:.Como surgiu o desejo de ser Padre?

PADRE:. Esse Desejo, ou melhor, a vocação, surgiu já na infância. Não consigo encontrar o dia e a hora mas  o local. Foi na comunidade em meio aos louvores a Santa Mãe de Deus que o chamado foi se dando,  a medida que o tempo ia transcorrendo,  a vontade crescia e o desejo de fazer mais pelo Reino de Deus ia junto com ela. A comunidade foi o local do encontro, do chamado, é na comunidade que temos uma oportunidade ímpar de nos encontrar com o Senhor da nossa vida.

BLOG:. Em relação a sua família, como ela acolheu sua decisão?

PADRE:. Foi em casa que recebi os fundamentos da fé. Tive o privilégio de ter minha mãe como primeira catequista, foi ela que com muita paciência me ensinou a chamar a Deus de Pai e a Nossa Senhora de Mãe. Contudo, encontrei em minha casa, a princípio, algumas resistências que ao passar dos dias foram se desfazendo.

BLOG:. Quais os desafios de ser vocacionado a vida sacerdotal nos dias de hoje? O que lhe motiva?

PADRE:. Os desafios são muitos e podemos identificá-los comparando alguns valores que norteiam a vida do sacerdote e o projeto apresentado pela sociedade hoje. Para o sacerdote a entrega total e irrestrita pelo Reino de Deus se contrapõe ao egoísmo cultivado em larga escala, onde o que interessa é o projeto do indivíduo e não um projeto comum onde todos podem ter vida e vida em plenitude.  A busca exagerada pelo prazer imediato e individual como finalidade da vida, hedonismo, é um grande desafio para o Sacerdote, nossa caminhada aqui nesta realidade é feita de alegrias e tristezas, de morte e ressurreição.  É preciso morrer para viver, a semente precisa entregar-se a terra para germinar e num futuro dar muitos frutos.
Me motiva perceber no horizonte a esperança, saber que podemos nadar contra a maré para construirmos uma nova terra sem tantas exclusões. Anima-me saber que aquele que me chamou estará comigo até ao fim do mundo na alegria e nos sofrimentos, fazendo crescer as poucas sementes que por ventura eu venha a semear.    

BLOG:. Por quê a escolha de servir a congregação dos Missionários da Sagrada Família ao invés de ser Diocesano?

PADRE:. Depois de ter refletido muito sobre o ser ou não ser padre, surgiu outra pergunta: Onde iniciar o processo formativo? 
 Confesso que foi complicado a princípio; depois de muitas visitas a congregações e até em algumas dioceses me identifiquei com a Missão dos Missionários da Sagrada Família. Nesta Congregação posso servir a Deus de forma ampla, indo desde o apostolado paroquial até as mais diversas frentes de trabalho entre os excluídos da sociedade, os que estão longe de tudo.  É importante salientar aqui, que a escolha por uma congregação religiosa está intimamente ligada a vocação de cada um, sou vocacionado a vida missionária e não a vida diocesana ou ao apostolado só para os enfermos, por exemplo. Na Igreja cada congregação tem sua importância e seu papel na construção do Reino de Deus e cada vocacionado é chamado a assumir o seu lugar dentro desse Reino.

BLOG:. Há quanto tempo serve a Igreja em paróquia, comunidades e que avaliação você faz de sua caminhada Sacerdotal?

PADRE:. Bom, como sacerdote há poucos meses, como religioso a cinco anos. Mas estou inserido na Igreja de forma ativa desde os dez anos de idade, sempre envolvido com algum grupo ou projeto eclesial. Minha avaliação como um jovem sacerdote é positiva,  vale apena abraçar essa Missão, sou feliz pelo que sou e faço.

BLOG:.  Sua mensagem aos jovens nesse mês dedicado as vocações.

PADRE:. Abracem a vocação! Respondam ao chamado de Deus, seja ele qual for, pois a nossa felicidade está em sermos aquilo a que somos chamados, nisso consiste o sucesso. Não tenham medo, aquele que nos chama está conosco até ao fim do mundo. 


Entrevista feita pelo nosso companheiro Ranyere 
do blog do Santuário do Lima

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