Na Quaresma, os cristãos devem assumir a cruz e seguir Cristo - Bem Vindo !

Na Quaresma, os cristãos devem assumir a cruz e seguir Cristo

Quaresma é o tempo propício para o cristão se comprometer a combater os males do mundo, a lutar espiritualmente contra seus efeitos e causas, começando por Satanás. Significa não descarregar o problema do mal nos outros, na sociedade ou em Deus, mas reconhecer as próprias responsabilidades e assumi-las, conscientemente. É neste sentido que deve ser interpretado o convite de Jesus a pegar a cruz e segui-lo, com humildade e confiança. E este foi o mandato confiado hoje aos fiéis pelo Papa, que explicou, no encontro para a oração do Angelus, o significado da Quaresma, iniciada quarta-feira passada, com o rito das Cinzas.

"Por mais que pareça pesada, a cruz não é sinônimo de desventura, de desgraça a ser evitada. É a oportunidade para seguir Jesus e adquirir força para lutar contra o pecado e o mal. Portanto, entrar na Quaresma implica em renovar a decisão pessoal e comunitária de enfrentar o mal, junto a Cristo. Com efeito, o caminho da cruz é o único que conduz à vitória do amor sobre o ódio, do altruísmo sobre o egoísmo, da paz sobre a violência. Vista assim, a Quaresma é uma verdadeira ocasião, forte, de engajamento acético e espiritual, fundado na graça de Cristo"
 

"Quatro anos depois da proclamação do dogma da Imaculada Conceição por parte do bem-aventurado Pio IX, Maria se manifestou, pela primeira vez, em 11 de fevereiro de 1858, à Santa Bernadette Soubirous, na gruta de Massabielle'. Sucederam-se – recordou o papa – outras aparições, acompanhadas por eventos extraordinários. Por exemplo, falou à jovem vidente, em dialeto, que era a Imaculada Conceição”. - continuou.
Papa Ratzinger evidenciou que a mensagem que Nossa Senhora continua a difundir, em Lurdes, recorda as palavras proferidas por Jesus bem no início de sua missão pública, e que costumamos ouvir, na Quaresma: "Convertam-se e acreditem no Evangelho, rezem e façam penitência".

O Papa exortou os fiéis a acolher o convite de Maria e viver o tempo da Quaresma 'com alegria interior e generoso empenho'. E confiou a Virgem os doentes e aqueles que os assistem com amor, recordando que amanhã, dia de Nossa Senhora de Lurdes, celebramos o Dia Mundial do Enfermo.

Em seguida, Bento XVI saudou, 'de coração', os peregrinos que se reunirão na basílica de São Pedro, com o cardeal Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde.

O Papa não estará presente neste encontro com os fiéis, e explicou o motivo:

"Infelizmente, não poderei encontrá-los, porque hoje à tarde, iniciarei os Exercícios Espirituais, mas no silêncio do recolhimento, rezarei por eles e por todas as necessidades da Igreja e do mundo".

Ao terminar sua alocução, o Papa fez a sua séria habitual de saudações aos peregrinos, em francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano, e concedeu a todos a sua benção.

fonte: Rádio Vaticano

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