Encontro do Papa com a Classe Dirigente do Brasil lotou o Theatro Central do Rio de Janeiro - Bem Vindo !

Encontro do Papa com a Classe Dirigente do Brasil lotou o Theatro Central do Rio de Janeiro


Papa discursa no Theatro Municipal do RJ
Papa Francisco durante seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. (F0TO: Canção Nova)
O Papa Francisco discursou na manhã deste sábado, 27, aos representantes da Classe Dirigente do Brasil, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O destaque do pontífice foi para o diálogo entre os diferentes segmentos da sociedade e o apontou como principal caminho para o crescimento.
“Quando os líderes dos diferentes setores me pedem um conselho, a minha resposta é sempre a mesma: diálogo, diálogo, diálogo. A única maneira para uma pessoa, uma família, uma sociedade crescer, a única maneira para fazer avançar a vida dos povos é a cultura do encontro; uma cultura segundo a qual todos têm algo de bom para dar, e todos podem receber em troca algo de bom”, disse.
O Pontífice também considerou mais dois aspectos em seu discurso: a originalidade de uma tradição cultural e a responsabilidade social. Segundo o Papa, é importante valorizar a “originalidade dinâmica que caracteriza a cultura brasileira, com a sua extraordinária capacidade para integrar elementos diversos”.
“Fazer que a humanização integral e a cultura do encontro e do relacionamento cresçam – destacou o Papa – é o modo cristão de promover o bem comum, a felicidade de viver”.
Sobre a responsabilidade social, o Santo Padre afirmou ser necessária a capacitação das novas gerações para a economia e a política. No entanto, segundo o Papa, esta deve ter uma visão humanista, com a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. “Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir”, pediu o Pontífice.
Outra afirmação de Francisco decorreu em torno daqueles que foram constituídos de autoridade. “Quem atua responsavelmente, submete a própria ação aos direitos dos outros e ao juízo de Deus”, enfatizou.
A cerimônia
No início do evento, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, saudou o Papa e agradeceu-lhe: “Obrigado por estar aqui, Santo Padre!”. Em suas palavras, o arcebispo destacou as inúmeras manifestações que ocorreram pelo país nos últimos meses.
“Manifestações pacíficas de cidadãos brasileiros, em sua maioria jovens, expressão de suas vozes por um país mais justo e menos desigual, à procura de uma vida mais fraterna e digna. Isso deve tornar a participação das pessoas ainda mais responsável no cenário político e social brasileiro. Rezamos muito para que a juventude, impulsionada pela Jornada Mundial da Juventude, fosse protagonista de um mundo novo, o que deve renovar a esperança em um novo amanhecer”.
Representantes de diversos setores, como líderes políticos, intelectuais, diplomatas e artistas participaram do evento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na plateia, cerca de duas mil pessoas assistiram à cerimônia. A orquestra sinfônica e o coral do Theatro apresentou o Hino da Jornada Mundial da Juventude e empolgou o público que também cantou junto.
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Walmir recebe bênção do Papa Francisco. (FOTO: Canção Nova)
O jovem recém-formado, Walmir Júnior, membro da Pastoral da Juventude do Rio e morador da favela Marcílio Dias, no Completo da Maré falou ao Santo Padre e aos presentes sobre as realidades da juventude no Rio e no Brasil.
Walmir lembrou os jovens assassinados na Candelária, os falecidos em Santa Maria (RS), os participantes da JMJ, os jovens causadores de inúmeras formas de violência e ainda os que “sonham com o novo amanhecer”. “São todos meus irmãos, Santo Padre”, disse o jovem.
“No Brasil, os jovens estão nas ruas e reivindicam os direitos para que sua vida seja digna, com qualidade, com educação básica, com saúde, com transporte, com segurança. É por essa sede de vida em abundância que tenho a esperança de um dia ver as pessoas se amando mais, se respeitando mais. Ver homens e mulheres, crianças e adolescentes, idosos e jovens, juntos construindo a civilização do amor”.
No final do evento, cerca de 20 pessoas, entre elas, alguns indígenas, cumprimentaram o Papa Francisco, abraçando-o e presenteando-o. O Pontífice, emocionado, retribuiu às manifestações de carinho.