História da Igreja Matriz do SCJ, Almino Afonso - RN


Como não havia possibilidades de aumentar a capela antiga, pois esta alcançaria as vias públicas nas direções norte e sul que prejudicava o trânsito, concluiu-se que a melhor solução seria construir uma nova igreja numa melhor localização. A partir daí, os senhores Felinto Gadelha e Sebastião Afonso, prefeito e vice prefeito na década dos anos 50, iniciaram a construção do alicerce da nova capela sob a coordenação do Reverendíssimo Pe. Henrique Spitz - MSF, que na época residia no Santuário do Lima, o qual foi um dos principais colaboradores para a construção da nova capela. Com o apoio da comunidade e de grupos de fiéis que lutavam para adquirir recursos para a edificação do templo. Entre outros e os já citados, destacaram-se: Chico Belo, Chico Amorim, Aristides, Pagóa, Joaquim Vitorino, Santinha Gurgel, João Luiz de Moura e esposa, Dalila Gurgel, Alcina Maria Nunes, Francisco Amorim, Elisa Carneira, Francisca Andrade, Quinha Freitas, Conceição e Manoel Felix.
Os principais mestres da obra foram: Manoel Ares, Vilmar Azevedo, Wergenau Rodrigues e Joaquim Vitorino.  
No final da década de 60, a igreja velha começou a ser abandonada, isso se deu devido a retirada das imagens sacras ali existentes para a igreja atual que estava em construção, mas já oferecia condições de funcionamento. Diante disso, a capela foi se deteriorando até ser demolida. Por esse motivo, o ano de 1966 foi marcado por grandes emoções na comunidade, lagrimas e palavras de despedidas eram ouvidas do início ao fim da demolição. Segundo os relatos de estudantes do antigo Grupo Escolar Clodomir Chaves, que assistiram e testemunharam o fato. Relataram ainda que a professora Erotildes Gomes lamentava dizendo que uma parte da nossa história estava indo embora.
O novo templo denominado pela comunidade de Igreja Nova continuava em construção, paradas e reinício da construção foram freqüentes, por falta de recursos financeiros, o que muito preocupava o Pe. Henrique Spits, motivo esse, que o levou a pedir ajuda financeira na Alemanha e foi atendido, segundo relato de fieis colaboradores.
É notória a colaboração dos padres da MSF na edificação da nova capela reconhecendo-se que sem o empenho dos mesmos, dedicação, força de vontade e compromisso com a construção do Reino de Deus, a nossa Igreja não teria sido construída nas mesmas proporções. Comprova-se a afirmação acima citada, porque os ministros da Sagrada Família participaram do início ao fim da construção, iniciada pelo Pe. Henrique Spitz, seguindo com os Padres: Agostinho Bohlen, Carlos Theslin, Jacob Shllee, José Kruza e Eurico Schoember.
A construção perdurou até 1970, ficando ainda sem a torre que só foi construída no ano de 1977, o que causou insatisfação aos fiéis por não corresponder a arquitetura e proporções da igreja, mas é sonho de toda a comunidade católica demolir a existente e construir uma outra.
De 1977 aos dias atuais foi construído a calçada e o forro em PVC. Os demais serviços realizados foram de manutenção e pequenos reformas.
A ordem da Sagrada Família tem participação marcante na história da Igreja Católica aqui em Almino Afonso, tanto na edificação do templo quanto na evangelização e formação cristã do nosso povo, inclusive foi padre Pedro Alves Pinto – MSF, quem despertou e fez surgir em toda comunidade católica o desejo e a esperança da Igreja do Sagrado Coração de Jesus vir a ser Paróquia. A partir de então, fiéis e movimentos da igreja iniciaram uma permanente luta para viabilizar condições para permanência de um padre em nossa comunidade. À frente desta luta, destacamos: Padre Pedro A. Pinto - MSF, administrador da Paróquia de Nossa Senhora das Dores em Patu/RN, mas que atendia a nossa comunidade. O Pe. Antônio Nunes de Araújo, José Maria de Oliveira e Maria das Dores Pontes entre outros, lutaram em prol da criação da Área Pastoral junto ao Bispo Dom Mariano Manzana.
Em 06 de maio de 2006, através do Decreto nº. 01/06 da Diocese de Santa Luzia de Mossoró/RN, criou-se a Área Pastoral Autônoma do Sagrado Coração de Jesus, em Almino Afonso/RN, cuja área geográfica abrange os municípios de Almino Afonso, Rafael Godeiro e Lucrécia/RN. O referido Decreto e a Provisão do administrador foram assinados pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, nomeando como primeiro administrador o Revmo. Pe. Ricardo Rubens Fernandes de Carvalho.
Após algum tempo, o Pe. Ricardo Rubens Fernandes de Carvalho foi sucedido pelo Pe. Possídio Lopes dos Santos Neto, que assumiu em 04 de janeiro de 2008 através da Provisão de Nomeação e tendo como seu sucessor o Pe. Domingos de Sá Filho – MSF.
Em 02 de janeiro de 2011 em solenidade, Dom Mariano Manzana, Bispo Diocesano, nomeou o Revmo. Pe. George Lourenço dos Santos - MSF, para exercer o ofício de administrador da referida área pastoral autônoma que compreende os municípios acima citados, conforme Provisão do Cânon 540 do Código de Direito Canônico.
Em 21 de setembro de 2011, conforme Decreto 06/2010, o Reverendíssimo Dom Mariano Manzana, Bispo Diocesano de Mossoró, durante a celebração solene da Santa Missa instalou a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus atendendo aos apelos e anseios dos fiéis desta comunidade eclesial constituindo a nova matriz do Sagrado Coração de Jesus com todas as honras e prerrogativas de Igreja Matriz, cujo território será a área geográfica dos municípios de Almino Afonso, Rafael Godeiro e Lucrécia/RN. O Reverendíssimo Pe. Antônio Nunes de Araujo leu a provisão assinada por Dom Mariano Manzana nomeando o padre George Lourenço dos Santos - MSF, como primeiro administrador paroquial, que compreende os municípios acima citados, com todos os direitos e deveres prescritos no cânon quinhentos e quarenta (540) do Código de Direito Canônico.
  
Este memorial foi elaborado através de informações 
colhidas verbalmente por pessoas que vivenciaram a época 
acima citada e que acompanham até os dias atuais 
a trajetória da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em 
Almino Afonso/RN. Tais como: Francisca Gomes Rocha; 
Sebastiana Cavalcante; Zelinda Carneiro Leite;
 Maria de Lourdes Nunes; Ivonilde Nunes dos Reis, 
Raimunda Nunes Alves, José Gilvan de Azevedo,
 José Florêncio da Costa, entre outros.