segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Igreja e Sociedade: a Campanha da Fraternidade de 2015

A comemoração deste aniversário está sendo ocasião para recordar personalidades importantes do Concílio, como os papas João XXIII e Paulo VI; mas também para voltar às grandes intuições e orientações dessa “assembleia geral” do episcopado católico de todo o mundo. De fato, os ensinamentos conciliares ainda estão longe de serem plenamente postos em prática, embora um caminho significativo já tenha sido percorrido nesses 50 anos.
 
"A CF vai retomar essas intuições fecundas do Concílio e propô-las novamente à reflexão no contexto brasileiro, durante o ano de 2015"
No Brasil, diversos eventos vêm sendo realizados em âmbitos acadêmicos e eclesiais, nos últimos 3 anos, para comemorar esse cinquentenário. Para 2015, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está promovendo uma reflexão mais ampla, em nível popular, sobre o Concílio, através da Campanha da Fraternidade (CF). Com o tema - “Fraternidade: Igreja e Sociedade” –, e o lema – “Eu vim para servir” –, a Campanha aborda a relação Igreja-sociedade à luz da fé cristã e das diretrizes do Concílio Vaticano II.
A CF parte de dois pressupostos fundamentais para a vida cristã e centrais no Concílio: a auto-compreensão da própria Igreja; as implicações da fé cristã para o convívio social e para a presença da Igreja no mundo. Em outubro de 1963, na abertura da segunda sessão do Concílio, o papa Paulo VI expressou isso nas duas perguntas feitas no seu discurso aos participantes: Igreja, que dizes de ti mesma? Igreja, dize qual é tua missão? Os 16 documentos conciliares respondem a essa dupla interpelação.
De fato, o Cristianismo, vivido pela Igreja Católica, é uma religião histórica e não apenas sapiencial, embora também tenha esta conotação. Além de transmitir ensinamentos a serem acolhidos pessoalmente, sua proposta também é levar a uma prática social e histórica, onde suas convicções e ensinamentos sejam traduzidos em expressões de cultura e formas de convívio social.
A auto-compreensão da Igreja aparece, sobretudo, no documento conciliar Lumen gentium (A luz dos povos): ela entende ser formada por todos os que aderem a Cristo pela fé no Evangelho e pelo batismo; assim, mais que uma instituição juridicamente estruturada, que não deixa de ser, ela é um imenso “povo de Deus”, presente entre os povos e nações de todo o mundo, não se sobrepondo a eles, mas inserindo-se neles, como o sal na comida, ou como o fermento na massa do pão. Portanto, a identificação pura e simples da Igreja com os membros da hierarquia é insuficiente e inadequada; ela é a comunidade de todos os batizados, feitos discípulos de Jesus Cristo e testemunhas do seu Evangelho.
A partir desse princípio, entende-se que uma das grandes questões assumidas pelo Concílio tenha sido a superação da visão dicotômica - “Igreja-mundo”. Isto se desdobra no esforço da Igreja de abrir-se ao diálogo com o mundo, de estabelecer uma relação fecunda com as realidades humanas, acolher o novo e o bem que há em toda parte, partilhar as próprias convicções, contribuindo para a edificação do bem comum, colocando-se ao serviço do mundo, sem ser absorvida por ele.
 
"...a Igreja, 'povo de Deus', fiel à missão recebida de Jesus Cristo, quer estar a serviço da comunidade humana"...
O documento conciliar que melhor expressa esta postura é a Constituição Pastoral Gaudium et spes (A alegria e a esperança...), aprovado e promulgado por Paulo VI em 1965, às vésperas do encerramento do Concílio. Este texto denso inicia com as palavras paradigmáticas: “a alegria e a esperança, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.
Nele aparece a visão cristã sobre o mundo e o homem, sua dignidade, sua existência e sua vocação; reflete-se sobre a comunidade humana e as relações sociais, o sentido do trabalho e da cultura e sobre a participação da Igreja, enquanto “povo de Deus” inserido na sociedade, na promoção do bem de toda a comunidade humana.
Os cristãos e suas organizações tomam parte da história dos povos e da grande família humana. E a Igreja, “povo de Deus”, fiel à missão recebida de Jesus Cristo, quer estar a serviço da comunidade humana, não zelando apenas pelos seus projetos internos e seu próprio bem. O papa Francisco vem recordando isso constantemente nos seus pronunciamentos: que ela precisa ser “uma Igreja em saída”, uma “comunidade samaritana”, ou como “um hospital de campo”, para socorrer e assistir os feridos... Mas também quando diz que a Igreja não pode se omitir, nem abster de dar sua contribuição para a reta ordem ética, social, econômica e política da sociedade.
O pressuposto teológico e antropológico dessa preocupação do Concílio é a convicção de que a humanidade constitui uma única grande família de filhos de Deus e de irmãos entre si. Por isso mesmo, o empenho em favor da dignidade e dos direitos humanos fundamentais de cada ser humano, bem como na edificação da justiça social, da fraternidade entre todos e da assistência a toda pessoa necessitada, é parte integrante da sua missão, bem como da vida cristã coerente de cada membro da Igreja.
A CF vai retomar essas intuições fecundas do Concílio e propô-las novamente à reflexão no contexto brasileiro, durante o ano de 2015, especialmente no período da Quaresma, em que se prepara a celebração da Páscoa cristã. O lema – “eu vim para servir” retoma as palavras de Jesus: “eu não vim para ser servido, mas para servir e para entregar a minha vida pela salvação de todos” (Mc 10,45). A promoção do verdadeiro espírito fraterno no convívio social é, sem dúvida, um importante serviço à sociedade.

Diocese de Mossoró celebrou 80 anos




A Diocese de Mossoró celebrou seus 80 anos nesse domingo, dia 16, com show de Padre Nunes e a Santa Missa com a participação de mais de três mil pessoas, no Ginásio Pedro Ciarlini. Caravanas de vários municípios e a comunidade de Mossoró se uniram a Dom Mariano e todo clero no sentimento de agradecimento e a história de fé e evangelização continua com todos firmes na missão de levar a Palavra de Deus a todos. 

Revista conta a História dos 80 anos da Diocese de Santa Luzia de Mossoró

Para eternizar os 80 anos da Diocese de Mossoró, o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana teve a ideia de confeccionar uma revista celebrativa onde a Diocese pudesse se vê. A revista acaba de sair do forno e, ao folhear as mais de cem páginas, as pessoas podem conhecer um pouco dessa história a partir de seus bispos e legados, passando pela história das 32 paróquias e seus vigários, as diversas pastorais, serviços, movimentos, comunidades novas e uma emocionante e justa homenagem a alguns sacerdotes que doaram e doam suas vidas para seguir evangelizando e semeando a fé. Uma história que se eterniza, mas que continua pela força do Espírito Santo e vigor de seu bispo, clero, agentes de pastorais e da própria comunidade. A revista estará sendo vendida ao preço de 10 reais e pode ser adquirida na Cúria Diocesana e no Ginásio Pedro Ciarlini. Adquira e leve para casa a publicação que reconta essa importante história de 80 anos de fé e evangelização.   

domingo, 9 de novembro de 2014

Festa de Nossa Senhora dos Impossíveis em Patu- RN


CLIQUE AQUI  e veja a programação completa

Diocese de Mossoró celebra 80 anos de criação.

Seminários temáticos, lançamento da Revista Diocese 80 anos, exposição fotográfica, ordenação de dois novos padres, show religioso, celebração de missa presidida pelo bispo Dom Mariano Manzana com a participação de sacerdotes marcarão a passagem dos 80 anos de ação evangelizadora e missionária da Diocese de Santa Luzia de Mossoró. Essas atividades serão realizadas de 14 a 18 de novembro, em diversos locais, sendo o show de Padre Nunes e a Missa em Ação de Graças, no dia 16, a partir das 8 horas, no Ginásio Pedro Ciarlini.  Oficialmente, a Diocese foi criada em 18 de  novembro de  1934. A celebração desse acontecimento festivo-histórico-religioso promete  reunir fiéis de toda a Diocese, em Mossoró. Todos os detalhes da programação na edição de novembro do Jornal A Luz. Aguarde! 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Papa Francisco homenageia Bento XVI e destaca o seu grande amor pela verdade


O Papa Francisco inaugurou ontem um busto em homenagem a Bento XVI na sede da Pontifícia Academia das Ciências, onde agradeceu a Deus “pelo dom que deu à Igreja e ao mundo com a existência do Pontificado” do Sumo Pontífice Emérito, cujo grande amor pela verdade “não se limita à teologia e à filosofia, mas se abre à ciência”.

Este busto, afirmou Francisco, “evoca aos olhos de todos, a pessoa e o rosto do querido Papa Ratzinger. Evoca também o seu espírito, seus ensinamentos, seus exemplos, suas obras, sua devoção à Igreja, sua atual vida ‘monástica’. Este espírito, longe de desmoronar-se com o passar do tempo, aparecerá de geração em geração, cada vez maior e poderoso!”.

“Bento XVI: um grande Papa. Grande pela força e penetração da sua inteligência, grande pela sua relevante contribuição à teologia, grande pelo seu amor pela Igreja e pelos seres humanos, grande pela sua virtude e pela sua religiosidade”, expressou.

Nesse sentido, Francisco destacou que o amor de Bento XVI pela verdade “não se limita à teologia e à filosofia, mas se abre à ciência”. “Seu amor pela ciência se verte em sua preocupação pelos cientistas, sem distinção de raça, nacionalidade, civilização, religião; preocupação pela Academia, de quando São João Paulo II o nomeou membro”, recordou.

O Santo Padre afirmou que Bento XVI soube honrar a Academia das Ciências com a sua presença e palavra, nomeou muitos de seus membros, entre eles o atual presidente Werner Arber. Recordou também que foi o primeiro a convidar um presidente para os trabalhos de um Sínodo, o da Nova Evangelização, porque era consciente da importância da ciência na cultura moderna.

“É certo que nunca se poderá dizer dele que o estudo e a ciência tenham tornada árida a sua pessoa e o seu amor em relação a Deus e ao próximo, antes pelo contrário, que a ciência, a sabedoria e a oração dilataram o seu coração e o seu espírito. Demos graças a Deus pelo dom que deu à Igreja e ao mundo com a existência e o Pontificado do Papa Bento!”, expressou.

Poucos sabem, mas, a teoria do Big Bang foi proposta por um padre católico


Para muitos o pai da teoria do Big Bang (a grande explosão), é o físico russo nacionalizado estadunidense, George Gamov; mas poucos sabem que anos antes esta teoria que busca explicar a origem do universo já tinha sido proposta pelo sacerdote jesuíta Georges Lemaître.

O Pe. Lemaître nasceu em Charleroi (Bélgica), em 1894. Era filho de um médico e já desde a sua infância se distinguiu por sua habilidade para as matemáticas e seu espírito curioso. Atração pelas ciências que enriquece com a sua vocação sacerdotal.

Graças aos seus estudos, na década de 1920 teve a intuição de que o universo tinha uma história e se encontrava em evolução; opondo-se assim à concepção de todos os cientistas da época, especialmente Albert Einstein.

Assim, em 1930 propôs um modelo de universo com o nome de universo Lemaître-Esinstein ou hipótese do átomo primitivo, que mais tarde foi conhecido como Big- Bang. Sua reflexão se baseou nos dados oferecidos pela observação dos espectros de certas galáxias recentemente descobertas.

Segundo o sacerdote, a história do universo se divide em três períodos.

O primeiro é chamado “a explosão do átomo primitivo” que segundo ele, faz cinco bilhões de anos existia um núcleo de matéria hiperdensa e instável que explodiu sob a forma de uma super-radioatividade. Esta explosão se propagou durante um bilhão de anos e os astrônomos percebem seus efeitos nos raios cósmicos e nas emissões X.

Depois vem o período de equilíbrio ou o universo estático de Einstein. Afirma que finalizada a explosão, estabelece-se um equilíbrio entre as forças de repulsão cósmicas na origem do acontecimento, e as forças de gravitação, durante esta fase de equilíbrio, que dura dois bilhões de anos, formam-se os nós e nascem as estrelas e galáxias.

Finalmente seguem os períodos de expansão, iniciados faz dois bilhões de anos. Afirma que o universo se encontra em expansão a uma velocidade de 170 km por segundo de maneira indefinida.

Sua teoria é rejeitada nos Estados Unidos, assim como o foi por Albert Einstein. O Pe. Lemaître, que nunca procurou honras nem reconhecimento, deixa seus trabalhos de cosmologia.

Anos depois, em 1948, Gamov propõe uma nova descrição do começo do universo; e embora seja considerado hoje como o pai da teoria do Big Bang, as linhas mestres estavam nitidamente presentes na cosmologia do Pe. Lemaître, que presidiu a Pontifícia Academia das Ciências em 1960. Finalmente, falece em 1966.

Hoje a Igreja comemora o dia de São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis


Hoje a Igreja comemora o dia de São Judas Tadeu, um dos doze apóstolos de Jesus (não o Iscariotes) que é apresentado nos Evangelhos como "irmão de Tiago", Padroeiro das causas impossíveis.

Era, provavelmente, irmão de São Tiago o Menor. Estava intimamente relacionado com o Senhor, pois era o seu primo. É autor da epístola que leva o seu nome, onde se apresenta a si mesmo como servidor de Jesus Cristo e irmão de Tiago. Na passagem que relata o grupo dos apóstolos no livro dos Atos dos Apóstolos, ele está em último lugar.

Pregou na Mesopotâmia e depois partiu com Simão para a Pérsia, onde ambos sofreram o martírio na cidade de Sufian, segundo a tradição contada pelo livro dos mártires romano.

Em suas revelações, Santa Brígida conta que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

É representado com uma imagem de Cristo no peito, por causa do seu parentesco com o Senhor, de quem a tradição conta que era muito parecido. Também é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.

Sua festa se celebra em 28 de Outubro, junto com a festa de São Simão.

São Judas Tadeu, rogai por nós!