Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 tem como tema saneamento básico.





A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 discutirá a situação do saneamento básico em todo o país. O Instituto Trata Brasil é um dos parceiros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) na divulgação da campanha. Segundo os dados do Ministério das Cidades, mais da metade da população brasileira ainda não possui acesso às redes de coleta de esgotos e somente 39% dos esgotos do país são tratados.

Primeiro vídeo do Papa explicando ao mundo suas intenções de oração


O Vaticano lançou nesta quarta-feira, 6, dia da Epifania do Senhor, o projeto “o vídeo do Papa”, no qual o Santo Padre explica suas intenções de oração universal e para a evangelização, propostas pelo apostolado da oração. Isto se repetirá mensalmente.
Em um vídeo em espanhol, o Santo Padre comentou a intenção para a oração deste mês de janeiro: “Que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça”; enquanto a intenção evangelizadora é “para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos”.
No vídeo, o Pontífice afirma que “a maior parte dos habitantes do planeta se declara crente, isto deveria ser motivo para o diálogo entre as religiões. Não devemos deixar de rezar por isso e colaborar com quem pensa de modo diferente”.

“Confio em Buda. Creio em Deus. Creio em Jesus Cristo. Creio em Deus, Alá”, dizem os representantes budistas, hebreus, católicos e muçulmanos.
Em seguida, o Papa recorda: “Muitos pensam de modo diferente, sentem de modo diferente, procuram Deus ou encontram Deus de muitos modos; Nesta multidão, nesta variedade de religiões, só há uma certeza que temos para todos: somos todos filhos de Deus”.
Novamente, os diferentes representantes das confissões aparecem e dizem: “Creio no amor”.
O Papa expressou: “Confio em vocês para difundir a minha intenção deste mês: que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça; confio na tua oração”.
Segundo informou há alguns dias o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Frederic Fornos, cada vídeo será lançado “em inglês, espanhol, português, francês, italiano, alemão e até em árabe e chinês”, e “pouco a pouco em outros idiomas como holandês e hebreu para divulgar estes desafios e poder rezar juntos”.

A Santa Sé publica as intenções do Pontífice para cada mês do ano, estas estão relacionados aos desafios atuais pelos quais a humanidade está vivenciando.

Papa Francisco abre Porta Santa e dá início ao Ano da Misericórdia


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Nesta terça-feira, 8, o Papa Francisco abriu o Jubileu extraordinário da Misericórdia, o 29ª Ano Santo vivido na história da Igreja. Também hoje, celebra-se o 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.
Antes de abrir a Porta Santa, o Santo Padre presidiu na Praça São Pedro a Santa Missa da Solenidade da Imaculada Conceição.

Na homilia, Francisco destacou que o gesto “altamente simbólico” da abertura da Porta Santa da Misericórdia acontece à luz da Palavra de Deus escutada na liturgia de hoje, que evidencia a primazia da graça, que envolveu a Virgem Maria, tornando-a digna de ser mãe de Cristo.
“A plenitude da graça é capaz de transformar o coração, permitindo-lhe realizar um ato tão grande que muda a história da humanidade”, reforçou o Pontífice.

Amor que perdoa

O Papa disse ainda que a festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. “Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva”.
O Santo Padre recorda que há sempre a tentação do pecado, que se exprime no desejo de projetar a própria vida, independentemente da vontade de Deus. Segundo ele, esta é a “inimizade” que ameaça continuamente a vida dos homens, contrapondo-os ao desígnio de Deus.
Todavia, afirma o Pontífice, a própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa. “Se tudo permanecesse ligado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. Mas não! A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai”.

Descobrir a misericórdia de Deus

Francisco destacou que também este Ano Santo Extraordinário é dom de graça e entrar pela Porta Santa significa “descobrir a profundidade da misericórdia do Pai” que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um.
O Papa explicou que, neste ano, os fiéis são convidados a crescer na convicção da misericórdia, e disse que, quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo julgamento de Deus, fazemos uma grande injustiça à Ele e à sua graça, pois eles são perdoados, primeiramente, por sua misericórdia.
Nesse sentido, o Santo Padre expressou seu desejo de que atravessar a Porta Santa permita a todos sentirem-se participantes deste mistério de amor. “Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma”.

50 anos do Concílio Vaticano II

O Pontífice recordou ainda que, há 50 anos, os padres do Concílio Vaticano II escancaram outra porta ao mundo. E destacou que, a riqueza deste evento, não está apenas nos documentos elaborados, mas primariamente, no verdadeiro encontro que ocorreu entre a Igreja e os homens deste tempo.
“Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário. Era a retomada de um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive”, ressaltou.
Por fim, Francisco enfatizou que também o jubileu exorta a cada um a esta abertura, ao impulso missionário, a não esquecer o espírito que surgiu no Vaticano II: o do samaritano.

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Abertura da Porta Santa

Ao final da Missa, o Papa Francisco dirigiu-se à Porta Santa da Basílica de São Pedro. Após uma breve oração, subiu os degraus em silêncio e com três toques abriu a Porta Santa, dando início ao Ano da Misericórdia.
O Pontífice foi o primeiro a atravessar a Porta Santa, seguido pelo Papa emérito Bento XVI e pelos demais co-celebrantes, outros sacerdotes, religiosos e por alguns fiéis.
Francisco dirigiu-se ao Altar da Confissão no interior da Basílica de São Pedro e concluiu a Santa Missa com uma oração e sua bênção apostólica.

Bento XVI foi o segundo a atravessar a Porta Santa / Foto: Reprodução CTV