O sorriso de Romello: Jovem deficiente físico dormiu na praia para ver o Papa Francisco de perto

Mais de 500 mil pessoas assistiram a Missa de canonização do Pe. José Vaz em Colombo, capital do Sri Lanka e entre eles um peregrino especial, o jovem Romello Dias, que sofre de um deficiência física e tem 20 anos de idade. Ele foi levado pelos seus pais à celebração para que estivesse perto do Papa Francisco e para isso pernoitou na praia.
Romello participou de toda a Missa deitado em uma maca, bem em frente ao altar onde estava o Papa.
Em declarações ao grupo ACI, os pais explicaram que o jovem começou a ter problemas de saúde há cinco anos, quando terminava o nono ano. Apesar dos exames, os médicos não conseguiram identificar o mal que o aflige.
Entretanto, esta situação não afeta a fé desta família católica que forma parte do 6,1 por cento da minoria cristã em meio a uma população de 20 milhões de habitantes de maioria budista.
O pai de Romello relatou que chegaram ao Galle Face Green do Colombo às 11 da noite do dia anterior, para assim ter um lugar privilegiado.
“Quero uma grande bênção para meu filho, isto o fará bem”, afirmou o pai desta família de Wattala, interior do Sri Lanka.

Santo Padre canoniza o primeiro santo do Sri Lanka

O Papa Francisco canonizou nesta quarta-feira o Padre José Vaz. Segundo o Santo Padre, o primeiro santo do Sri Lanka é um exemplo de missionário que saiu rumo às periferias para tornar Jesus conhecido e amado. “Sua obediência à vontade de Deus demonstra que a autêntica adoração de Deus leva, não à discriminação, ao ódio e à violência, mas sim ao respeito pela sacralidade da vida, ao respeito pela dignidade e a liberdade dos outros e a um solícito compromisso em prol do bem-estar de todos”.
missa, que foi realizada no Galle Face Green, em Colombo, reuniu cerca de 500 mil fiéis. José Vaz foi beatificado há 20 anos por São João Paulo II, considerado por ele “o maior missionário que a Ásia já teve”. Durante a missa, as leituras litúrgicas e petições foram lidas em cingalês, a língua oficial do Sri Lanka.
Em sua homilia, o Papa Francisco enfatizou o zelo do novo santo, que, como muitos missionários, respondeu o mandamento do Senhor após a ressurreição “fazer discípulos entre todas as nações", com palavras e mais ainda com o exemplo de vida.
"Em São José Vaz vemos um sinal esplêndido da bondade e do amor de Deus para o povo do Sri Lanka, um incentivo a perseverar, crescer em santidade e testemunhar o Evangelho”, disse.
Francisco lembrou que por causa da perseguição religiosa em, ele vestia-se como um mendigo, cumpria os seus deveres sacerdotais encontrando secretamente os fiéis, muitas vezes durante a noite.
“Os seus esforços deram energia espiritual e moral à população católica assediada. Sentia uma ânsia particular de servir os doentes e atribulados. O seu ministério em favor dos enfermos, durante uma epidemia de varíola em Kandy, foi tão apreciado pelo rei, que lhe foi concedida maior liberdade de ministério. A partir de Kandy, pôde alcançar outras partes da ilha. Deixou-se consumir pelo trabalho missionário e morreu, exausto, aos cinquenta e nove anos de idade, venerado pela sua santidade.
Na homilia, o Papa também disse que o novo santo é um modelo para os cristãos, por muitas razões, mas se concentrou em três razões principais. Em primeiro, é que ele era um sacerdote exemplar.
“Hoje temos aqui muitos sacerdotes, religiosos e religiosas, que, como ele, estão consagrados ao serviço do Evangelho de Deus e do próximo. Encorajo cada um de vós a olhar para São José como para um guia seguro. Ensina-nos a sair para as periferias, a fim de tornar Jesus Cristo conhecido e amado por toda a parte. Ele é também um exemplo de sofrimento paciente por causa do Evangelho, de obediência aos superiores, de solícito cuidado pela Igreja de Deus. São José Vaz é um exemplo de paciência, alguém que sofreu por causa do Evangelho, a obediência aos superiores, de interesse para a Igreja de Deus de amor", ressaltou.
Em segundo lugar, falou sobre a importância de transcender as divisões religiosas no serviço da paz.
“O seu amor indiviso a Deus abriu-o ao amor do próximo; gastou o seu ministério em favor dos necessitados, sem olhar quem fosse e onde estivesse. O seu exemplo continua a inspirar hoje a Igreja no Sri Lanka, a qual, de bom grado e generosamente, serve todos os membros da sociedade. Não faz distinção de raça, credo, tribo, condição social ou religião, no serviço que proporciona através das suas escolas, hospitais, clínicas e muitas outras obras de caridade. Nada mais pede do que liberdade para exercer a sua missão. A liberdade religiosa é um direito humano fundamental. Cada indivíduo deve ser livre de procurar, sozinho ou associado com outros, a verdade, livre de expressar abertamente as suas convicções religiosas, livre de intimidações e constrições externas. Como nos ensina a vida de José Vaz”, ensinou.
Em terceiro lugar, o Pontífice disse que São José oferece um exemplo de zelo missionário. “Deixando para trás a sua casa, a sua família, o conforto dos lugares que lhe eram familiares, ele respondeu à chamada para ir mais longe, para falar de Cristo onde quer que se encontrasse”, destacou.
O Papa afirmou que São José sabia como oferecer a verdade e a beleza do Evangelho num contexto plurirreligioso, com respeito, dedicação, perseverança e humildade.
“Este é, também hoje, o caminho para os seguidores de Jesus. Somos chamados a ir mais longe com o mesmo zelo, com a mesma coragem de São José, mas também com a sua sensibilidade, com o seu respeito pelos outros, com a sua ânsia de partilhar com eles a palavra da graça que tem o poder de os edificar. Somos chamados a ser discípulos missionários”.
Finalmente, o Papa pediu que os cristãos desta nação possam ser confirmados na fé para dar uma contribuição ainda maior para a paz, a justiça e a reconciliação na sociedade srilanquesa.
“Isto é o que Cristo espera de vós. Isto é o que São José vos ensina. Isto é o que a Igreja precisa de vós. Confio-vos todos à intercessão do nosso novo Santo, para que, em união com toda a Igreja espalhada pelo mundo inteiro, possais cantar um cântico novo ao Senhor e proclamar a sua glória até aos confins do mundo. Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado. Amém", concluiu.
Confira as nossas notícias, fotos e demais recursos sobre a viagem de Francisco ao Sri Lanka com o nosso especial: http://www.acidigital.com/srilankafilipinas2015/

Zilda Arns, católica brasileira falecida no terremoto do Haiti, começa a caminhada aos altares

A médica brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, é mais uma candidata à santidade. A médica sanitarista morreu em missão, há cinco anos, no dia 12 de janeiro de 2010, aos 75 anos, durante um terremoto no Haiti.  A entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação da médica foi realizada no dia 10 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Cerca de 40 mil pessoas de todos os estados brasileiros estiveram presentes.
A Sagrada Eucaristia foi conduzida pelo presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno, e contou com a presença de mais de 20 bispos de vários municípios brasileiros e autoridades municipais e estaduais. Durante a celebração, a Pastoral da Criança entregou à Arquidiocese de Curitiba o pedido, com quase 130 mil assinaturas. Agora, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, deve apresentar o caso à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. Neste caso, os fiéis apóiam o reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da doutora Zilda.
A Pastoral da Criança, fundada em 1983, é uma organização católica que assiste quase 1,3 milhões de crianças pobres em 20 países da América Latina, África e Ásia. Zilda Arns recebeu numerosos prêmios, como o de direitos humanos nas Nações Unidas, concedido em 2002.
“O trabalho de minha mãe à frente da Pastoral foi marcado pelo altruísmo e isso permanece até hoje. As pessoas que integram a Pastoral buscam melhorar sua atuação junto às crianças e à sociedade, não pedem nada para si, mas pelos outros. O apoio à beatificação de uma leiga também chama a atenção para o fato de que todos os cristãos são chamados à santidade, e não apenas aqueles que seguem a vocação religiosa”, disse Nelson Arns, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda.
Para o arcebispo da Paraíba (PB) e membro do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, Dom Aldo Di Cillo Pagoto, responsável pelo anúncio de que aIgreja do Brasil daria início ao pedido de beatificação de Zilda, o reconhecimento da médica representaria a valorização do enorme legado deixado por ela.
“Zilda dedicou-se a uma concepção de vida que precisa ser valorizada. Foi agregadora dos valores de defesa e promoção da vida de crianças e idosos. Seu trabalho tem um caráter sagrado, mas também político. Por isso pedimos reconhecimento para essa líder e benemérita”, declarou.
Biografia
Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina (SC). Ela desenvolveu um importante trabalho social, reconhecido em todo país. Além da Pastoral da Criança, também fundou a Pastoral da Pessoa Idosa. A médica pediatra e sanitarista ficou conhecida nacionalmente e em mais 21 países pelo trabalho de combate à mortalidade infantil e de proteção a gestantes e idosos, com a ajuda de um exército de mais de 200 mil voluntários.
A candidata à beata morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti. Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.

Papa faz reflexão sobre a Família da Nazaré no Angelus

O Papa Francisco dedicou a alocução que antecede a oração mariana do Angelus à Sagrada Família de Nazaré, que a liturgia celebra este domingo, 28.
O Evangelho apresenta Nossa Senhora e São José no momento em que vão ao templo de Jerusalém quarenta dias depois do nascimento de Jesus, como estabelece a Lei de Moisés.
Em meio a tanta gente, observou Francisco, esta “pequena família” não passa desapercebida. Dois idosos, Simeão e Ana, reconhecem no Menino Jesus, o Salvador de Israel. “É um momento simples, mas rico de profecia. Um jovem casal e dois idosos que se encontram graças a Jesus. Jesus é Aquele que aproxima as gerações. É a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo toda desconfiança, todo isolamento e toda distância”, destacou o Santo Padre.
Para Francisco, esta cena remete aos avós e destaca a sua importância nas famílias e na sociedade. “O bom relacionamento entre os jovens e os idosos é decisivo para o caminho da comunidade civil e eclesial”, afirmou o Papa, pedindo uma salva de palmas à multidão para saudar todos os avós do mundo.
O Papa afirmou que a santidade da Família de Nazaré acontece porque é centralizada em Cristo. “Quando os pais e os filhos respiram juntos este clima de fé, possuem uma energia que lhes permite enfrentar as provas mais difíceis. Por isso, o Menino Jesus, Maria e José são um ícone familiar simples, mas luminoso, que encoraja a oferecer calor humano às situações familiares em que, por vários motivos, faltam paz, harmonia e perdão”.
Neste momento, o Pontífice pediu a todos na Praça que rezassem uma Ave-Maria por todas as famílias em dificuldade devido a doenças, desemprego, discriminação e obrigadas a emigrar ou devido a incompreensões e desunião entre seus membros.
E concluiu: “Confiemos a Maria, Rainha da família, todas as famílias do mundo, para que possam viver na fé, na concórdia e na ajuda recíproca. Invoco sobre elas a materna proteção Daquela que foi mãe e filha do seu Filho”.

Urbi et Orbi: Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo!

Em sua habitual mensagem Urbi et Orbi (nomenclatura em latim para o discurso papal feito “à Roma e ao Mundo”) o Papa Francisco indicou que Jesus é a salvação para cada um e para todos os povos, e pediu pela paz nas nações em guera, pelos não-nascidos por causa do aborto e pelo fim do terrorismo e da perseguição aos cristãos, especialmente no Oriente Médio e na Nigéria. Abaixo reproduzimos a íntegra da Mensagem do Papa:
Queridos irmãos e irmãs, bom Natal!
Jesus, o Filho de Deus, o Salvador do mundo, nasceu para nós. Nasceu em Belém de uma virgem, dando cumprimento às profecias antigas. A virgem chama-se Maria; o seu esposo, José.
São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que acorreram à gruta e adoraram o Menino. E mais tarde o Espírito guiou até ao templo de Jerusalém Simeão e Ana, humildes anciãos, e eles reconheceram em Jesus o Messias. «Meus olhos viram a salvação – exclama Simeão – que ofereceste a todos os povos» (Lc 2, 30-31).
Sim, irmãos, Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo!
A Ele, Salvador do mundo, peço hoje que olhe para os nossos irmãos e irmãs do Iraque e da Síria que há tanto tempo sofrem os efeitos do conflito em curso e, juntamente com os membros de outros grupos étnicos e religiosos, padecem uma perseguição brutal. Que o Natal lhes dê esperança, como aos inúmeros desalojados, deslocados e refugiados, crianças, adultos e idosos, da Região e do mundo inteiro; mude a indiferença em proximidade e a rejeição em acolhimento, para que todos aqueles que agora estão na provação possam receber a ajuda humanitária necessária para sobreviver à rigidez do inverno, retornar aos seus países e viver com dignidade. Que o Senhor abra os corações à confiança e dê a sua paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra abençoada do seu nascimento, sustentando os esforços daqueles que estão activamente empenhados no diálogo entre Israelitas e Palestinianos.
Jesus, Salvador do mundo, olhe para quantos sofrem na Ucrânia e conceda àquela amada terra a graça de superar as tensões, vencer o ódio e a violência e embocar um caminho novo de fraternidade e reconciliação.
Cristo Salvador dê paz à Nigéria, onde – mesmo nestas horas – mais sangue foi derramado e muitas pessoas se encontram injustamente subtraídas aos seus entes queridos e mantidas reféns ou massacradas. Invoco paz também para outras partes do continente africano. Penso de modo particular na Líbia, no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e nas várias regiões da República Democrática do Congo; e peço a quantos têm responsabilidades políticas que se empenhem, através do diálogo, a superar os contrastes e construir uma convivência fraterna duradoura.
Jesus salve as inúmeras crianças vítimas de violência, feitas objecto de comércio ilícito e tráfico de pessoas, ou forçadas a tornar-se soldados; crianças, tantas crianças vítimas de abuso. Dê conforto às famílias das crianças que, na semana passada, foram assassinadas no Paquistão. Acompanhe todos os que sofrem pelas doenças, especialmente as vítimas da epidemia de ébola, sobretudo na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Ao mesmo tempo que do íntimo do coração agradeço àqueles que estão trabalhando corajosamente para assistir os doentes e os seus familiares, renovo um premente apelo a que sejam garantidas a assistência e as terapias necessárias.
Jesus Menino. Penso em todas as crianças assassinadas e maltratadas hoje, seja naquelas que o são antes de ver a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo duma cultura que não ama a vida; seja nas crianças desalojadas devido às guerras e perseguições, abusadas e exploradas sob os nossos olhos e o nosso silêncio cúmplice; seja ainda nas crianças massacradas nos bombardeamentos, inclusive onde o Filho de Deus nasceu. Ainda hoje o seu silêncio impotente grita sob a espada de tantos Herodes. Sobre o seu sangue, estende-se hoje a sombra dos Herodes do nosso tempo. Verdadeiramente há tantas lágrimas neste Natal que se juntam às lágrimas de Jesus Menino!
Queridos irmãos e irmãs, que hoje o Espírito Santo ilumine os nossos corações, para podermos reconhecer no Menino Jesus, nascido em Belém daVirgem Maria, a salvação oferecida por Deus a cada um de nós, a todo o ser humano e a todos os povos da terra. Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão. Que este poder divino tire, com a sua mansidão, a dureza dos corações de tantos homens e mulheres imersos no mundanismo e na indiferença, na globalização da indiferença. Que a sua força redentora transforme as armas em arados, a destruição em criatividade, o ódio em amor e ternura. Assim poderemos dizer com alegria: «Os nossos olhos viram a vossa salvação».

Veja imagens da procissão de Santa Luzia em Mossoró

A procissão de Santa Luzia, em Mossoró, reuniu cerca de 200 mil pessoas nas ruas da cidade, de acordo com estimativa da Polícia Militar. A cidade se vestiu de verde e vermelho - cores das roupas da padroeira - para homenagear Santa Luzia. A caminhada saiu da paróquia de São Manoel em direção à Catedral às 17h40. Crianças, jovens, idosos, pessoas de todas as idades participaram da procissão que encerrou a Festa de Santa Luzia na cidade.

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Procissão de Santa Luzia reúne 200 mil fiéis em Mossoró

A procissão de Santa Luzia, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, reuniu cerca de 200 mil pessoas nas ruas da cidade, de acordo com estimativa da Polícia Militar. A cidade se vestiu de verde e vermelho - cores das roupas da padroeira - para homenagear Santa Luzia. A caminhada saiu da paróquia de São Manoel em direção à Catedral às 17h40. Crianças, jovens, idosos, pessoas de todas as idades participaram da procissão que encerrou a Festa de Santa Luzia na cidade.
A imagem de Santa Luzia percorreu as ruas de Mossoró em um andor confeccionado especialmente para a ocasião pelo artisto plástico Flávio Tácito. A decoração do andor teve como tema os 80 anos da Diocese de Mossoró. "O andor está no estilo barroco, bem tradicional, para homenagear os 80 anos da Diocese. Ele vem também nas cores verde, vemelho e branco, as cores de Santa Luzia, para simbolizar todos os mártires que tiveram o sangue derramado por amor a Jesus Cristo", disse o artista plástico.
A aposentada Maria das Graças Oliveira, de 68 anos, veio de Natal para acompanhar a procissão de Santa Luzia. Devota da santa, ela repete o ritual há 10 anos para agradecer uma graça alcançada. "Minha neta nasceu com problema na vista. Quando ela tinha um aninho os médicos disseram que ela ficaria cega em no máximo dois anos. Eu intercedi a Santa Luzia, pedi que ela olhasse para a minha neta e iluminasse a visão dela. Minha neta hoje tem 11 anos e nunca ficou cega. Eu acredito que foi Santa Luzia quem a curou", disse.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Fiéis aproveitam a procissão pra pagar promessas feitas a Santa Luzia. Alguns carregaram pedras na cabeça durante todo o percurso como forma de gratidão à santa pela proteção. O prefeito de Mossoró, Francisco José Junior, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, e o governador eleito, Robinson Faria, foram algumas dos políticos que participaram da procissão.
O prefeito falou do projeto de construir um Santuário para Santa Luzia com a maior imagem católica do mundo na Serra de Mossoró e ressaltou que a iniciativa vai colocar a cidade no roteiro do turismo religioso do país. "Com a benção de Deus e de Santa Luzia nós vamos construir o Santuário que é um importante projeto para a cidade de Mossoró e para todo o estado. Já estamos correndo com as providências e já garantimos R$ 7 milhões do orçamento do próximo ano para a construção do Santuário", disse.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Policiamento
De acordo com o coronel Alvibá Gomes, comandante do 2º Batalhão da PM, 150 policiais trabalharam no último dia da Festa de Santa Luzia. Foram 32 viaturas, 20 motos da Rocam e ainda a cavalaria para garantir a segurança dos fiéis. Segundo ele, não foi registrada nenhuma ocorrência grave até o encerramento da procissão.


Após a chegada da imagem de Santa Luzia na Catedral houve uma solenidade de encerramento e em seguida a última apresentação do Oratório, peça que conta a história da santa.

Foram sete missas durante todo o sábado (13) para celebrar o dia de Santa Luzia. A primeira celebração aconteceu 0h na Catedral logo após a chegada da Motoromaria. Às 5h, 6h30 e 8h também foram realizadas celebrações na Catedral. Às 10h20 começou a missa solene, com quase duas mil pessoas dentro e fora da igreja. Às 14h foi a vez da missa dos romeiros e às 15h30 a última missa do dia que aconteceu na Matriz de São Manoel de onde partiu a procissão.
Santa Luzia é a padroeira da Diocese de Mossoró – que possui 32 paróquias e completou 80 anos em novembro, e também padroeira da cidade de Mossoró. Foram dez dias de festa com vasta programação religiosa e cultural.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Conheça a história de Santa Luzia
Santa Luzia é conhecida como protetora dos olhos. O pároco da igreja de Santa Luzia, padre Walter Collini, conta que Lúcia, como se chamava na verdade Santa Luzia, nasceu em Siracusa, na Itália, em uma família rica e cristã, no ano 283. Naquela época, o Império Romano não dava às pessoas a liberdade de professar a fé em Cristo e a pena para quem o fizesse era a morte. O pai de Lúcia morreu quando ela tinha cinco anos e ela foi criada pela mãe.

O costume daquele tempo era que as famílias arranjavam o casamento dos filhos e uma família procurou a mãe de Lúcia para que a jovem se casassse com um pretendente. "Ela não quis se casar e disse que estava prometida a Jesus. A mãe dela avisou à família do pretendente e ele, por vingança, denunciou que ela era uma cristã", disse padre Walter.
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A partir daí começou o martírio de Lúcia. O imperador Diocleciano mandou que a levassem a um prostíbulo para que tirassem a virgindade dela. "Conta-se que dez soldados tentaram tirar a virgindade dela, mas não conseguiram tamanha a força dela. Depois ela foi jogada no fogo, mas permaneceu viva. Em seguida arrancaram-lhe os olhos e diz a história que ela reapareceu com dois olhos perfeitos. Como nada a atingia, por último, ela foi degolada. Ela morreu por não renegar a fé em Cristo", contou.
Fonte: G1 RN

Hoje é dia de Santa Luzia, protetora dos olhos

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores:“Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.
Santa Luzia, rogai por nós!