Veja imagens da procissão de Santa Luzia em Mossoró

A procissão de Santa Luzia, em Mossoró, reuniu cerca de 200 mil pessoas nas ruas da cidade, de acordo com estimativa da Polícia Militar. A cidade se vestiu de verde e vermelho - cores das roupas da padroeira - para homenagear Santa Luzia. A caminhada saiu da paróquia de São Manoel em direção à Catedral às 17h40. Crianças, jovens, idosos, pessoas de todas as idades participaram da procissão que encerrou a Festa de Santa Luzia na cidade.

CLIQUE AQUI e veja mais imagens...

Procissão de Santa Luzia reúne 200 mil fiéis em Mossoró

A procissão de Santa Luzia, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, reuniu cerca de 200 mil pessoas nas ruas da cidade, de acordo com estimativa da Polícia Militar. A cidade se vestiu de verde e vermelho - cores das roupas da padroeira - para homenagear Santa Luzia. A caminhada saiu da paróquia de São Manoel em direção à Catedral às 17h40. Crianças, jovens, idosos, pessoas de todas as idades participaram da procissão que encerrou a Festa de Santa Luzia na cidade.
A imagem de Santa Luzia percorreu as ruas de Mossoró em um andor confeccionado especialmente para a ocasião pelo artisto plástico Flávio Tácito. A decoração do andor teve como tema os 80 anos da Diocese de Mossoró. "O andor está no estilo barroco, bem tradicional, para homenagear os 80 anos da Diocese. Ele vem também nas cores verde, vemelho e branco, as cores de Santa Luzia, para simbolizar todos os mártires que tiveram o sangue derramado por amor a Jesus Cristo", disse o artista plástico.
A aposentada Maria das Graças Oliveira, de 68 anos, veio de Natal para acompanhar a procissão de Santa Luzia. Devota da santa, ela repete o ritual há 10 anos para agradecer uma graça alcançada. "Minha neta nasceu com problema na vista. Quando ela tinha um aninho os médicos disseram que ela ficaria cega em no máximo dois anos. Eu intercedi a Santa Luzia, pedi que ela olhasse para a minha neta e iluminasse a visão dela. Minha neta hoje tem 11 anos e nunca ficou cega. Eu acredito que foi Santa Luzia quem a curou", disse.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Fiéis aproveitam a procissão pra pagar promessas feitas a Santa Luzia. Alguns carregaram pedras na cabeça durante todo o percurso como forma de gratidão à santa pela proteção. O prefeito de Mossoró, Francisco José Junior, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, e o governador eleito, Robinson Faria, foram algumas dos políticos que participaram da procissão.
O prefeito falou do projeto de construir um Santuário para Santa Luzia com a maior imagem católica do mundo na Serra de Mossoró e ressaltou que a iniciativa vai colocar a cidade no roteiro do turismo religioso do país. "Com a benção de Deus e de Santa Luzia nós vamos construir o Santuário que é um importante projeto para a cidade de Mossoró e para todo o estado. Já estamos correndo com as providências e já garantimos R$ 7 milhões do orçamento do próximo ano para a construção do Santuário", disse.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Policiamento
De acordo com o coronel Alvibá Gomes, comandante do 2º Batalhão da PM, 150 policiais trabalharam no último dia da Festa de Santa Luzia. Foram 32 viaturas, 20 motos da Rocam e ainda a cavalaria para garantir a segurança dos fiéis. Segundo ele, não foi registrada nenhuma ocorrência grave até o encerramento da procissão.


Após a chegada da imagem de Santa Luzia na Catedral houve uma solenidade de encerramento e em seguida a última apresentação do Oratório, peça que conta a história da santa.

Foram sete missas durante todo o sábado (13) para celebrar o dia de Santa Luzia. A primeira celebração aconteceu 0h na Catedral logo após a chegada da Motoromaria. Às 5h, 6h30 e 8h também foram realizadas celebrações na Catedral. Às 10h20 começou a missa solene, com quase duas mil pessoas dentro e fora da igreja. Às 14h foi a vez da missa dos romeiros e às 15h30 a última missa do dia que aconteceu na Matriz de São Manoel de onde partiu a procissão.
Santa Luzia é a padroeira da Diocese de Mossoró – que possui 32 paróquias e completou 80 anos em novembro, e também padroeira da cidade de Mossoró. Foram dez dias de festa com vasta programação religiosa e cultural.
Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)Procissão de Santa Luzia reuniu milhares de fiéis (Foto: Marcelino Neto/G1)
Conheça a história de Santa Luzia
Santa Luzia é conhecida como protetora dos olhos. O pároco da igreja de Santa Luzia, padre Walter Collini, conta que Lúcia, como se chamava na verdade Santa Luzia, nasceu em Siracusa, na Itália, em uma família rica e cristã, no ano 283. Naquela época, o Império Romano não dava às pessoas a liberdade de professar a fé em Cristo e a pena para quem o fizesse era a morte. O pai de Lúcia morreu quando ela tinha cinco anos e ela foi criada pela mãe.

O costume daquele tempo era que as famílias arranjavam o casamento dos filhos e uma família procurou a mãe de Lúcia para que a jovem se casassse com um pretendente. "Ela não quis se casar e disse que estava prometida a Jesus. A mãe dela avisou à família do pretendente e ele, por vingança, denunciou que ela era uma cristã", disse padre Walter.
saiba mais

A partir daí começou o martírio de Lúcia. O imperador Diocleciano mandou que a levassem a um prostíbulo para que tirassem a virgindade dela. "Conta-se que dez soldados tentaram tirar a virgindade dela, mas não conseguiram tamanha a força dela. Depois ela foi jogada no fogo, mas permaneceu viva. Em seguida arrancaram-lhe os olhos e diz a história que ela reapareceu com dois olhos perfeitos. Como nada a atingia, por último, ela foi degolada. Ela morreu por não renegar a fé em Cristo", contou.
Fonte: G1 RN

Hoje é dia de Santa Luzia, protetora dos olhos

O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores:“Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.
Santa Luzia, rogai por nós!

Seminaristas recebem ministérios de Leitorado e Acolitado

Cinco seminaristas da Diocese de Mossoró darão mais um passo rumo ao presbiterato.  Nessa sexta-feira, dia 12, eles receberão os Ministérios de Leitorado e de Acolitado. Outros quatro seminaristas serão instituídos como diáconos permanentes.  
A instituição dos ministérios acontecerá na missa, às 9 horas, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, na Catedral de Santa Luzia, no Dia de Nossa Senhora de Guadalupe.
Os seminaristas  Cledson de Souza Carlos, José Alves Paiva Júnior, Marcílio Oliveira da Silva, Messias Albuquerque Pinto e Railton Sérgio Bezerra receberão o Ministério do Leitorado.  Edinaldo Bernardino do Nascimento receberá o Acolitado. Os diáconos permanentes do município de Apodi serão George Carlos da Silva e Luís Alberto de Paiva e o de Mossoró será Jorge Luis Tôrres.

Um verdadeiro genocídio: A cada 5 minutos morre um cristão no Oriente Médio

Gabriel Nadaf é um sacerdote da Igreja Ortodoxa Grega. Vive em Nazaré (Israel) e está ameaçado de morte por explicar a situação dos cristãos no Oriente Médio, por isso fica escoltado durante 24 horas por dia, o grau mais alto de proteção oferecida pelas autoridades israelenses.

Entretanto, durante sua visita à Espanha assegurou ao Grupo ACI que não tem medo e que veio "para que a voz dos cristãos do Oriente seja escutada".

"O que acontece no Oriente é um genocídio e está acontecendo hoje, agora", assegura Nadaf. "A cada cinco minutos um cristão morre no Oriente Médio e os líderes mundiais sabem. Levo anos gritando isso enquanto o mundo se cala", explica com uma clareza surpreendente e precisa que "o Oriente Médio está esvaziando-se de cristãos e foi lá onde a sua fé nasceu".

Diante desta situação Nadaf propõe que os líderes cristãos assinem uma declaração clara para enfrentar o genocídio porque segundo precisa "o que está sendo feito não é suficiente. É preciso fazer algo a mais para salvá-los", entre outras coisas propõe o envio de soldados e exército "para guardar os cristãos de lá".

Conforme afirma, Israel é o único país do Oriente Médio onde os cristãos, apesar de ser uma minoria dentro das minorias, podem viver de maneira segura. "Em Israel não matam os cristãos, não queimam as nossas Igrejas, não estupram as meninas", assegura, e também alenta todas as pessoas a ficarem em Israel "para fortalecer a presença cristã no Oriente".

"Apesar dos cristãos em Israel sermos uma minoria, temos um nível de vida muito bom. Mas o mais importante é que temos uma democracia e liberdade de culto religioso. Quando há vozes que se elevam contra o Estado de Israel, isto testemunha que há uma democracia sadia. Porque nos países islâmicos, que estão muito perto de nós, ocorre justamente o contrário", afirma ao Grupo ACI.

Israel é um país pequeno em extensão, mas a sua população é muito diversa. Vivem lá 7 milhões de judeus, 1.300.000 muçulmanos e cerca de 160.000 cristãos de diversas denominações. Recentemente, a minoria dentro da minoria que são os cristãos em Israel, já não devem considerar-se árabes ou palestinos, mas cristãos israelenses. Uma nova denominação que conforme explica Nadaf "dá a permissão e o direito aos cristãos que queiram voltar para suas raízes e a sua nacionalidade", "eu sou um deles".

"O Estado de Israel dá direitos a todos os seus cidadãos, o que falta é que haja amor entre as pessoas porque ainda não estamos unidos", assegura. Por isso, como cidadãos do Estado de Israel os cristãos também começarão servir o exército, também chamado Tzahal, atualmente servido praticamente só pelos judeus, por isso se prevê que em 2015 haja 400 cristãos.

Por isso precisa que "a paz que há em Israel poderia ser estendida ao resto do Oriente amando Israel que é a terra que Deus escolheu, onde ocorreu a anunciação. A terra dos profetas, de Jesus, de Maria e dos apóstolos" e destaca: "O ódio no cristianismo está proibido".

O Pe. Gabriel Nadaf nasceu e atualmente vive em Nazaré, estudou lá em uma escola católica dirigida pelos Salesianos. "Tenho muito boa relação com os salesianos porque me educaram em valores desde a minha infância. Foi lá que descobri que tinha que servir a igreja e ser sacerdote", conta ao Grupo ACI.

Apesar de seus pais se oporem a sua vocação de sacerdote, o Pe. Nadaf se ordenou em 1995 na Igreja Ortodoxa grega. "Nesta época não havia sacerdote jovens, eu era o primeiro e tinha 22 anos. Coloquei em prática o que aprendi na escola com os Salesianos, trabalhando com esse espírito", recorda
.

O Advento

O Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no fim dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após nossa morte.
Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.
Coroa do Advento:
Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.
Termo:
Advento vem de adventus do latim, que significa vinda, chegada, cujo início se dá próximo a 30 de novembro e termina em 24 de dezembro. Forma unidade com o Natal e a Epifanía.
Cor:
Liturgia neste tempo é o roxo.
Sentido:
O sentido do Advento é avivar nos fiéis a espera do Senhor.
Duração:
4 semanas

Igreja e Sociedade: a Campanha da Fraternidade de 2015

A comemoração deste aniversário está sendo ocasião para recordar personalidades importantes do Concílio, como os papas João XXIII e Paulo VI; mas também para voltar às grandes intuições e orientações dessa “assembleia geral” do episcopado católico de todo o mundo. De fato, os ensinamentos conciliares ainda estão longe de serem plenamente postos em prática, embora um caminho significativo já tenha sido percorrido nesses 50 anos.
 
"A CF vai retomar essas intuições fecundas do Concílio e propô-las novamente à reflexão no contexto brasileiro, durante o ano de 2015"
No Brasil, diversos eventos vêm sendo realizados em âmbitos acadêmicos e eclesiais, nos últimos 3 anos, para comemorar esse cinquentenário. Para 2015, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está promovendo uma reflexão mais ampla, em nível popular, sobre o Concílio, através da Campanha da Fraternidade (CF). Com o tema - “Fraternidade: Igreja e Sociedade” –, e o lema – “Eu vim para servir” –, a Campanha aborda a relação Igreja-sociedade à luz da fé cristã e das diretrizes do Concílio Vaticano II.
A CF parte de dois pressupostos fundamentais para a vida cristã e centrais no Concílio: a auto-compreensão da própria Igreja; as implicações da fé cristã para o convívio social e para a presença da Igreja no mundo. Em outubro de 1963, na abertura da segunda sessão do Concílio, o papa Paulo VI expressou isso nas duas perguntas feitas no seu discurso aos participantes: Igreja, que dizes de ti mesma? Igreja, dize qual é tua missão? Os 16 documentos conciliares respondem a essa dupla interpelação.
De fato, o Cristianismo, vivido pela Igreja Católica, é uma religião histórica e não apenas sapiencial, embora também tenha esta conotação. Além de transmitir ensinamentos a serem acolhidos pessoalmente, sua proposta também é levar a uma prática social e histórica, onde suas convicções e ensinamentos sejam traduzidos em expressões de cultura e formas de convívio social.
A auto-compreensão da Igreja aparece, sobretudo, no documento conciliar Lumen gentium (A luz dos povos): ela entende ser formada por todos os que aderem a Cristo pela fé no Evangelho e pelo batismo; assim, mais que uma instituição juridicamente estruturada, que não deixa de ser, ela é um imenso “povo de Deus”, presente entre os povos e nações de todo o mundo, não se sobrepondo a eles, mas inserindo-se neles, como o sal na comida, ou como o fermento na massa do pão. Portanto, a identificação pura e simples da Igreja com os membros da hierarquia é insuficiente e inadequada; ela é a comunidade de todos os batizados, feitos discípulos de Jesus Cristo e testemunhas do seu Evangelho.
A partir desse princípio, entende-se que uma das grandes questões assumidas pelo Concílio tenha sido a superação da visão dicotômica - “Igreja-mundo”. Isto se desdobra no esforço da Igreja de abrir-se ao diálogo com o mundo, de estabelecer uma relação fecunda com as realidades humanas, acolher o novo e o bem que há em toda parte, partilhar as próprias convicções, contribuindo para a edificação do bem comum, colocando-se ao serviço do mundo, sem ser absorvida por ele.
 
"...a Igreja, 'povo de Deus', fiel à missão recebida de Jesus Cristo, quer estar a serviço da comunidade humana"...
O documento conciliar que melhor expressa esta postura é a Constituição Pastoral Gaudium et spes (A alegria e a esperança...), aprovado e promulgado por Paulo VI em 1965, às vésperas do encerramento do Concílio. Este texto denso inicia com as palavras paradigmáticas: “a alegria e a esperança, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.
Nele aparece a visão cristã sobre o mundo e o homem, sua dignidade, sua existência e sua vocação; reflete-se sobre a comunidade humana e as relações sociais, o sentido do trabalho e da cultura e sobre a participação da Igreja, enquanto “povo de Deus” inserido na sociedade, na promoção do bem de toda a comunidade humana.
Os cristãos e suas organizações tomam parte da história dos povos e da grande família humana. E a Igreja, “povo de Deus”, fiel à missão recebida de Jesus Cristo, quer estar a serviço da comunidade humana, não zelando apenas pelos seus projetos internos e seu próprio bem. O papa Francisco vem recordando isso constantemente nos seus pronunciamentos: que ela precisa ser “uma Igreja em saída”, uma “comunidade samaritana”, ou como “um hospital de campo”, para socorrer e assistir os feridos... Mas também quando diz que a Igreja não pode se omitir, nem abster de dar sua contribuição para a reta ordem ética, social, econômica e política da sociedade.
O pressuposto teológico e antropológico dessa preocupação do Concílio é a convicção de que a humanidade constitui uma única grande família de filhos de Deus e de irmãos entre si. Por isso mesmo, o empenho em favor da dignidade e dos direitos humanos fundamentais de cada ser humano, bem como na edificação da justiça social, da fraternidade entre todos e da assistência a toda pessoa necessitada, é parte integrante da sua missão, bem como da vida cristã coerente de cada membro da Igreja.
A CF vai retomar essas intuições fecundas do Concílio e propô-las novamente à reflexão no contexto brasileiro, durante o ano de 2015, especialmente no período da Quaresma, em que se prepara a celebração da Páscoa cristã. O lema – “eu vim para servir” retoma as palavras de Jesus: “eu não vim para ser servido, mas para servir e para entregar a minha vida pela salvação de todos” (Mc 10,45). A promoção do verdadeiro espírito fraterno no convívio social é, sem dúvida, um importante serviço à sociedade.

Diocese de Mossoró celebrou 80 anos




A Diocese de Mossoró celebrou seus 80 anos nesse domingo, dia 16, com show de Padre Nunes e a Santa Missa com a participação de mais de três mil pessoas, no Ginásio Pedro Ciarlini. Caravanas de vários municípios e a comunidade de Mossoró se uniram a Dom Mariano e todo clero no sentimento de agradecimento e a história de fé e evangelização continua com todos firmes na missão de levar a Palavra de Deus a todos.